domingo, 22 de maio de 2011

Outro... Uma epifania sobre Brenda...


Sons que movem a mente e a alma... sim. Uma pequena música muda todo o roteiro de uma história... Não que faça sentido para você que está lendo este texto. Mas faz para mim de alguma forma. Mesmo que eu um dia esqueça, em alguns segundos da minha história eu soube exatamente o que eu quis dizer com essa introdução...
Hoje vi algo legal num seriado: “As pessoas mentem para as outras por não saberem de fato quem são. E assim tem medo  de que os outros descubram quem elas são antes mesmo que elas descubram”  Não sei bem sobre o que eu quero falar, então eu fico escrevendo até algo aparecer, mas eu tinha uma idéia do que era... vamos ver se sai:

Brenda é uma garota complicada. Ela não sabe quem ela é, não sabe o que ela quer e tão pouco para onde quer ir...  Ela conhece vários caras, tem vários relacionamentos conturbados e sem sentido, fica com outros caras antes de sair de atuais relacionamentos. Ela é uma perdida na vida, e não no sentido de estar caracterizando ela moralmente ou algo parecido. Ela é uma perdida, porque ela não sabe onde deveria estar, nem com quem, nem onde... Brenda não é amiga de ninguém, não se apega a nada, ama apenas (ou diz que ama apenas) sua cadela de 4 meses, e tem uma necessidade muito grande de que as pessoas sintam falta dela por algum motivo, seja pela ausência em uma festa ou em um almoço.
No meu mundo particular, no meu universo, Brendas se encontrariam, não em um final feliz que levassem ao clichê da princesa de fim de novela que se dá bem, encontra o Jacques Adrien III, tem um pequeno herdeiro e mora em um palácio... No meu mundo, ela realmente tem um final feliz. Um final feliz que ela seja realizada plenamente, independente de fatores externos à sua causa. Ela apenas se encontra. Acho que no meu mundo, Brenda deixa de ser a bruxa, a vilã, a filha ingrata ou a péssima mãe para se tornar apenas a Brenda.  A Brenda que não precisa nem das lágrimas e nem dos sorrisos de ninguém à sua volta para ser feliz.
Talvez essa seja a nostalgia que eu procuro... Eu não pertencia à minha cidade, e por isso estou aqui hoje em outro lugar. E assim como este é um fato, existe também o outro fato de que eu nunca pertenci a este mundo... Não, definitivamente este não é o meu mundo. E por mais que pareça ingrato da minha parte dizer isso, não estou dizendo que eu gostaria de morrer... muito longe disso... Eu só gostaria que minha existência se desse em outro lugar. Entretanto, não posso negar também que há uma força muito maior que idealizou minha existência nesse local, e contra isso eu nunca vou poder. Mas é que Brendas são tão comuns num dia a dia estranho, que eu me pergunto o porquê de estar tão ligado em mudar as coisas do jeito que elas são ao invés de simplesmente aceitar que são como são.
Talvez elas não existissem em meu mundo, porque no nele as coisas são por si só muito descomplicadas. Não há de ser intenso a todo segundo para ser duradouro.  Desde um simples sorriso até uma imensidão de um olhar sincero.
Mas um dia eu saberei a causa dessa existência, até agora inútil para o coletivo. Não há nada que eu possa fazer para curar essas dores que eu já tanto vi por aí... Talvez não seja esse o meu propósito... Talvez eu esteja mentindo também para mim mesmo, com medo de que os outros descubram quem eu sou antes que consiga fazer isso sozinho.


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