domingo, 13 de fevereiro de 2011

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Comecei a escrever sobre uma coisa, apaguei e fiquei aqui, parado de novo, na frente do monitor... Queria compartilhar algo, mas não sei bem o que é...
Estou mais aliviado essa semana, consegui viabilizar algo que eu precisava de fazer há tempos, e agora os desafios são outros. São outros, mas são reais. Nada de vidinha parada, estranha, levantar cedo na mesma rotina de 28 anos. Aprendi bastante no meu ultimo trabalho (não no da empresa de topografia, mas na editora que tomou 3 anos da minha vida profissional e me trouxe coisas muito muito boas e muito muito ruins), principalmente com relação à ambição.
Eu não entendendo como as pessoas conseguem se conformar com uma vida que não estão satisfeitas a levar. Sim, o meu caso é não morar mais em Uberaba. Deixar a cidade é o que ME faz feliz. Mas eu vejo gente que se conforma com o que a vida oferece e não corre atrás do que realmente quer. Comodismo é uma doença que se torna outras doenças. Conheci gente que quis casar a todo custo, e outras que trilham por este mesmo caminho... 

Conheci gente que ferra a vida dos outros só para poder "ajudar" depois, numa ignorância e carência mostruosa... Conheci gente que chegava para trabalhar nos seus trinta e tantos anos de empresa de cara fechada, com uma responsabilidade tremenda nas costas de um patrimônio que nunca será seu, cabeça cheia das irresponsabilidades de filhos e netos herdeiros de um ícone profissional que obteve sucesso há alguns anos atrás e que hoje perdeu mercado por não se atualizar... Fico pensando em uma entrevista de emprego, se o entrevistador perguntar: "Quem é você?" 
O que eles responderiam? Correr atrás da felicidade de cada um é um dom que a vida nos dá. Sim, reclamar é muito legal. Muito bom poder colocar a culpa em Deus ao invés de aceitar a própria miséria de ser fraco e não ir adiante.
Meu conceito de felicidade é ir embora daqui. Tanto que fiz uma promessa a mim mesmo que, se eu nunca mais tiver que voltar para Uberaba para morar, nenhuma gota de álcool e nenhuma gota de refrigerante (que são duas das coisas que eu mais gosto na vida) seria consumida por mim novamente. A única exceção são o Vinho e o Energético (que nem sei se é considerado um refrigerante). Isso é algo meu. E quando eu discutia essa questão de quebrar a rotina, ir embora por que eu não estava feliz, eu sempre era reprimido por esse tipo de gente, que adora dizer que não vai dar certo, que é difícil, que a coisa não é tão bonita como pintam... Sim meus caros, de fato, nada, ABSOLUTAMENTE NADA na vida é fácil. Só que eu pretendo buscar a minha história. E já estou atrasado 9 anos com isso. 9 anos é muito tempo. 9 anos o medo imperou na minha vida. 9 anos a menos de ter buscado tudo que eu certamente ainda vou viver daqui pra frente. E eu faço isso por mim. Seria muito legal vir aqui a passeio no futuro, ter conhecido tanta coisa e ver que os mesmos personagens daqui não evoluíram sequer um centímetro. E não por eles não terem ido embora, mas sim por não terem procurado sua felicidade. O conceito de vida dessas pessoas que eu descrevi é muito simples: Acordar e ver o que o dia vai trazer, bater seu ponto e ir para casa. Quando eu pensei que eu devia ficar aqui, que não conseguiria ir embora, vi minhas opções: Me associar a um clube, fazer academia, voltar para a universidade, voltar a jogar basquete, encontrar uma namorada, viajar pelo menos uma vez por mês... Isso quebraria a rotina. Isso me faria bem, mesmo que por um curto prazo de tempo, onde eu teria que descobrir outras formas de mudar a rotina. Sim. A rotina é o vilão de tudo. Nada sobrevive à rotina meus caros. Rotina é o mal do século.
Voltando ao exemplo do trabalho, em que uma colega jornalista se casa nesse período em que trabalhamos juntos, fico pensando (e óbvio, este é um pensamento meu, e não espero nem gostaria que a tal pessoa tivesse o mesmo ponto de vista que o meu) como uma pessoa pode idealizar aquilo de que tem que casar antes dos 30, ter o filho e pronto, acabou. A vida dela finalmente tinha terminado. Agora ela tem a filha(o) e o marido. Não importa quem seja o marido. Não importa em qual circunstância. Aquela vidinha é o que basta. Não pensa em aumentar patrimônio, não pensa em se especializar profissionalmente, não pensa em correr atrás. É aquilo e fim.
A vida é muito maior que isso... Não estou levantando a bandeira da migração. Estou é pedindo o fim da zona de conforto e do comodismo.  Para cada um funciona de uma forma.

Sei lá... era isso que eu queria falar? Acho que não....

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