Sim... estrada... palavra outras tantas vezes escritas por aqui. E sim, tantas vezes descrevi o modo que conduzia minha pequena vidinha azul pelas estradas da vida, as escolhas, os caminhos, e como eu sempre via o horizonte ao final...
Ainda que durante dois ou tres longos anos, essas estradas tenham parado de passar por mim (não, eu parei de passar por elas), novamente ela, a estrada e fim.
O que dizer mais? Por que o frio que eu sentia, as neuras que batiam, os minutos que não voltavam, ou passavam tão rápidos... tudo foi tão intenso e ao mesmo tempo tão frio...
Existem estradas agora. O discurso é redundante, talvez... Mas existem. Quando o poeta perdia a inspiração, ele apenas ia para o mar... ou para o campo... ou tirava umas férias de si mesmo e ia apreciar um pouco da vida que ele talvez se negasse a enxergar. Mas ele conseguia poetizar novamente seu mundo, como quem consegue ceifar a terra e colher bons frutos. E agora, existem novamente estradas...
O caminho ainda é cinza... e o céu ainda não ficou azul, por que não é hora do dia chegar. E por onde anda o sol? Em qual estrada estaria o astro caminhando?

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